Conferência de imprensa da Direcção do Vitória Futebol Clube

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Conferência de imprensa da Direcção do Vitória Futebol Clube
Relações institucionais com a Câmara Municipal de Setúbal

A Direcção do Vitória Futebol Clube lamenta, profundamente, ter agendado esta conferência de imprensa mas a isso se viu obrigada, face às posições públicas assumidas pela Sra. Presidente da Câmara Municipal de Setúbal.

Convém relembrar que todo este turbilhão tem origem em duas notícias publicadas num jornal desportivo, notícias essas às quais a Direcção do Vitória Futebol Clube e, nomeadamente o seu Presidente, é totalmente alheia, quanto à forma e conteúdo, aliás, como é publicamente assumido pela Sra. Presidente da CMS nas suas intervenções quando refere, explicitamente, que se tratam de “…ataques constantes e não identificados…” e que são “…notícias lançadas para os jornais, aparentemente de proveniência desconhecida…”. Estas palavras são da Sra. Presidente e são bem elucidativas.

Cabe aqui dizer que a Direção do Vitória tem rosto e quando confrontada com os problemas, trata-os de frente, de forma direta e utilizando os canais institucionais para a resolução dos mesmos. Bom exemplo disso é o facto de, apesar de ter motivos mais que suficientes de defesa da honra – perante a carta enviada pela Sra. Presidente no passado dia 1 de Outubro sobre o corte de relações institucionais e que, ao contrário do afirmado na conferência de imprensa da Câmara, não foi o Vitória Futebol Clube que cinquenta (!) dias depois de a ter recepcionado, divulgou o teor da mesma – solicitou, isso sim, o agendamento de uma reunião à líder do executivo para discussão das várias matérias, cuja marcação nunca sucedeu.

Mais, contrariamente ao comportamento adoptado pela Sra. Presidente, esta Direcção não fez, não faz, nem nunca fará considerações sobre a gestão do Município de Setúbal.

Perante este cenário, a Direcção do Vitória aguardou pacientemente e sem se pronunciar, pois consideramos que por vezes o silêncio é o melhor conselheiro, porém viu-se assaltada por duas perguntas pertinentes:

1.ª Qual o motivo para um corte de relações institucionais, neste preciso momento, com a instituição desportiva mais emblemática da região e que estava em vésperas de celebrar o 105.º aniversário?

E,

2.ª O que motivou a Sra. Presidente a tomar esta atitude, para com o Vitória, tendo à porta um evento único e de enorme importância para a cidade e toda a sua população, como é a atribuição a Setúbal de Cidade Europeia do Desporto em 2016?

Infelizmente, ainda hoje, a Direcção do Vitória não consegue encontrar resposta a estas questões.

A Sra. Presidente achou por bem corresponder a esta prova de lealdade, seriedade e sabedoria, acrescentamos nós, com o agendamento de uma conferência de imprensa, precisamente, para o dia do 105.º Aniversário do Vitória Futebol Clube – dia de celebração e de exaltação Vitoriana – para tecer as considerações e as acusações que são públicas, indo mesmo ao ponto de, nesse mesmo dia e apesar do convite endereçado, não comparecer, nem se ter feito representar, no habitual jantar de aniversário do maior emblema desportivo do concelho de Setúbal, diríamos mais do maior clube desportivo a sul do Tejo.

No mais e em súmula, o que resultou dessa conferência de imprensa da Sra. Presidente?

– Justificações que nunca foram pedidas;

– Resumo de apoios atribuídos ao VFC, num período de treze anos (!), dando enfase perante a comunicação social do valor de 6.000.000,00€ (seis milhões de euros);

– Ponto de situação de obras e intervenções diversas.

Nada mais foi acrescentado. E precisava de o ser, dizemos nós.

Desde logo, faltaram referir os apoios do Vitória Futebol Clube à Câmara Municipal de Setúbal, nomeadamente, os que são aprovados anualmente pelo Município nas declarações de doação e a utilização de infraestruturas desportivas, durante largos anos, no âmbito de vários projectos da autarquia, sublinhamos projectos da autarquia, como sejam, as iniciativas “De pequenino…” ou o “Desportivamente em (Re)Forma”. Sabemos, hoje, que esses projectos continuam a ser efectuados noutros locais mas, agora, a serem pagos. Poderíamos, também, referir a cedência gratuita durante vários anos, com os gastos de electricidade, limpeza e manutenção inerentes, das instalações do Estádio do Bonfim para o desfile anual das “Marchas Populares de Setúbal”, evento cultural de enorme relevo para a cidade e para os Setubalenses.

De igual modo, considerar nos apoios financeiros concedidos ao VFC, a quotização que decorre da condição de associado e a cativação de camarote, que tem como contrapartida a assistência aos jogos realizados no Estádio do Bonfim, é no mínimo deselegante para um associado.

No que aos imóveis diz respeito, considerar e quantificar apoio em 2013, o RETORNO ao Vitória de dois prédios urbanos sitos em Vale de Cobro, quando estes já pertenciam ao VFC, não é justo e leva-nos para o tema crucial da vida do Vitória Futebol Clube, que é a não concretização do projeto do Vale da Rosa/direito de superfície do Estádio do Bonfim.

Relativamente ao ponto de situação das obras diversas, convém referir que, independentemente das datas e trabalhos mencionados no documento da Câmara, os mesmos fazem parte de um vasto conjunto de intervenções no Estádio do Bonfim, nos campos da Várzea e em Vale de Cobro, cujo planeamento foi partilhado pelas equipas de trabalho do Vitória e da autarquia.

Verifica-se, assim, que por razões que desconhecemos alguns temas constantes desse planeamento e que dependem, somente, da disponibilidade e da boa vontade da autarquia não foram concretizados, pese embora o tempo decorrido.

Salientamos:

  1. Aplicação da tarifa social de resíduos sólidos urbanos para os contratos do Bonfim e da Várzea, reduzindo, assim, gastos significativos nas contas no Vitória;
  2. Iluminação exterior do Estádio do Bonfim ser ligada à rede de iluminação pública, permitindo uma poupança significativa em electricidade;
  3. Marcação topográfica dos dois terrenos de Vale de Cobro para se proceder à respetiva vedação e projeto de implantação de instalações desportivas para o futebol de formação.

Continuando a rebater ponto por ponto e relativamente à famigerada obra na Sala de Troféus Josué Monteiro, consideramos que:

– O processo de recuperação e inventariação dos troféus tem vindo a ser realizado com mérito pelos técnicos destacados para o efeito;

– Quanto à Sala de Troféus e ao seu estado actual, somos obrigados a concluir que a mesma foi, intempestivamente, desmantelada pela Câmara Municipal de Setúbal, sem projecto acordado e sem o necessário plano de execução.

Para definitivo esclarecimento acerca da intervenção na Sala de Imprensa – sublinhamos, Sala de Imprensa – informamos que se tratou de um imperativo regulamentar, e não de um capricho desta Direção, que em nada interfere com o pré-projeto desenvolvido para o Estádio do Bonfim, nomeadamente, no que ao museu e instalações anexas respeita. Poderíamos acrescentar, para quem não está tão familiarizado com a questão, que a actual Sala de Imprensa do Estádio do Bonfim oferece, aos profissionais que diariamente ali trabalham, condições de que nunca dispuseram, tendo ainda a valência de proporcionar, aos associados e demais visitantes, contacto directo com os troféus mais importantes da riquíssima história do Vitória, algo que já não acontecia há mais de três anos. Até porque, em Fevereiro de 2015, em reunião ocorrida entre a Direcção do VFC e a Câmara Municipal de Setúbal, a Sra. Presidente avançou com a intenção de deslocalização do espaço museológico para o Palácio Salema, situação que a Direção do Vitória viu com muitíssimo agrado mas que, até à data, não tem conhecimento de qualquer desenvolvimento.

Em conclusão, consideramos que existem um conjunto de informações que a Sra. Presidente dispõem que não correspondem à realidade, sendo que a realidade do universo Vitória Futebol Clube tem uma necessidade de respostas, por parte do Município, que se prendem não com aquilo que foi feito mas, sim, com tudo aquilo que está por fazer.

A saber:

  1. O relvado sintético anunciado pela Sra. Presidente, com pompa e circunstância, durante o seu discurso no 103.º aniversário do Vitória FC, em Novembro de 2013. Vai ser uma realidade? Se sim, quando?
  2. Alteração de PDM/Vale da Rosa/direito de superfície do Estádio do Bonfim, denominado projeto “Vitória Século XXI”, vai ser alterado? Se sim, quando?
  3. A localização do museu do Vitória no Palácio Salema vai ser uma realidade? Se sim, quando?
  4. A requalificação do Estádio do Bonfim de acordo com o pré-projeto existente vai ser uma realidade? Se sim, quando?
  5. Setúbal “Cidade Europeia do Desporto 2016” prescinde do contributo do Vitória Futebol Clube? Sim ou não?

Permitam-nos finalizar com esta breve afirmação, que espelha bem o nosso estado de espirito: Na vida, o acessório jamais se pode sobrepor ao essencial e é nisso que esta Direcção está focada, não conseguindo sequer admitir, por via do peso social, cultural e desportivo do VFC e dos seus 105 anos de existência como bandeira da cidade de Setúbal, outro cenário que não seja, o de uma aliança profícua, duradoura e, principalmente, estável entre a Câmara Municipal de Setúbal e o Vitória Futebol Clube.

 

A Direcção do Vitória Futebol Clube

 

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