“Orquestra” sadina encantou plateia

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Domingo à tarde, até a chuva deu tréguas para que a exigente massa associativa sadina pudesse vir, ao Bonfim, assistir a uma vitória incontestável (4-0), perante um Paços de Ferreira que vinha, nos últimos jogos, a apresentar sinais de retoma devido à entrada do treinador Henrique Calisto e dos reforços de janeiro.

Mas o Vitória, consciente da sua obrigação, entrou forte no jogo e, desde o primeiro minuto, instalou-se no meio campo contrário, criando sucessivos “calafrios” à defensiva pacense. Com um meio campo dinâmico (Dani – Tiba – João Mário) a proporcionar jogo aos homens mais ofensivos (Zequinha – Horta – Rafael Martins) e os laterais (N. Pedroso e P. Queirós) a subirem com critério, sustentados pela segurança defensiva que Venâncio e Ozeia conferiam, os lances de perigo surgiam, com alguma regularidade, e o Vitória poderia ter-se adiantado no marcador através de Tiba (25′), Rafael Martins (29′) e Zequinha (38′).

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Zequinha estreou-se a titular e apontou um golo de belo efeito.

No entanto, a melhor jogada da primeira parte estava reservada para o último minuto, quando Ricardo Horta, descaído sobre a esquerda, tira dois adversários do caminho e remata colocado em direção ao ângulo mais distante, proporcionando a Degra uma defesa fantástica. Chegava-se, assim, ao intervalo com um nulo que penalizava, em demasia, o caudal ofensivo dos sadinos.

Não foi preciso esperar muito, após o reatamento da partida, para que o Vitória conseguisse alcançar o primeiro golo, acabando por beneficiar de um lance infeliz do lateral pacense Tony que, após cruzamento de Zequinha, e ao tentar cortar o lance, fez passar a bola por cima do guarda-redes, introduzindo-a nas suas redes. Nem um minuto, da etapa complementar, estava decorrido e o Vitória alcançava a merecida vantagem.

VFCvsFCPF07Rafael Martins apontou o sétimo golo na Liga.

O Vitória não se acomodou e continuou em busca da tranquilidade merecida. O segundo tento surgiu graças a uma jogada “assombrosa” de Pedro Tiba, que, com um movimento de rotação junto à linha lateral, deixou um contrário “pregado” ao relvado e assistiu Zequinha que, já no interior da área e com um remate à meia-volta, bateu o guarda-redes argentino. O jogador formado no Vitória via, assim, a sua estreia a titular coroada com golo de belo efeito. O Vitória aumentava a vantagem para 2-0, estavam decorridos 56′ do segundo tempo.

Pedro Tiba, além da excelente exibição a que só faltou um golo, estava em tarde generosa e quis oferecer mais um, desta feita a Rafael Martins (67′) que, já dentro da pequena área, desviou para o terceiro do Vitória. O avançado brasileiro apontou o sétimo golo na Liga.

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Ricardo Horta fechou a contagem da marca de grande penalidade.

Os sadinos só fecharam a contagem na marcação de uma grande penalidade convertida por Ricardo Horta (74′), originada pelo defesa pacense, Flávio Boaventura, após ter jogado a bola com a mão na sequência de um cruzamento de Pedro Queirós.

Triunfo justo da equipa mais portuguesa da Primeira Liga – ontem foram 8 jogadores nacionais no onze titular, 3 deles formados do Vitória FC (Venâncio, R. Horta e Zequinha) – que ao atingir 25 pontos na tabela, à entrada do último terço da competição, dá um passo importante rumo ao objetivo traçado para a presente época, a manutenção.

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Só faltou o golo a Pedro Tiba para coroar a excelente exibição do médio sadino.

Declarações na sala de conferências de imprensa

“Era um jogo muito importante, de seis pontos. Os três que podíamos fazer e os três que o Paços podia fazer. Foi dos melhores jogos, foi o melhor resultado. Não é comum. Fizemos uma boa prestação em Paços, para a Taça da Liga, com um jogador a menos, mas perdemos. Não se pode entrar em euforia, nem em depressão quando perdemos. Para já pensamos nos 30 pontos.”, José Couceiro (treinador do Vitória FC).

“Esperei muito por este momento. Mais importante do que o golo que fiz foi ter ajudado ao triunfo da equipa, facto que coloca o Vitória mais perto do seu objetivo.” (…) “É especial marcar, ainda para mais no Bonfim. Sou sócio do clube que me ajudou a crescer. A sensação que tive foi de uma alegria muito grande”, Zequinha (avançado do Vitória FC).

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