Os Bravos do Bonfim não se deixam abater assim…

Categorias: Futebol


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O mítico Bonfim estava ao rubro como há muito não se via. Bancadas repletas de público – cerca de doze mil espectadores – fruto do bom momento que, ambas, as equipas atravessam e ao qual, também, não terá sido alheio o horário do jogo à “moda antiga” que, claramente, se torna bem mais apelativo à presença dos “amantes” do Futebol.

Numa primeira parte repartida mas em que as melhores oportunidades acabaram por pertencer ao Vitória, através de remates de Ricardo Horta (8′), João Mário (22′ e 27′) e Pedro Tiba (28′), quem chegou à vantagem foi o Sporting por intermédio de um cabeceamento de Slimani que, apenas, o “olho de lince” do árbitro assistente, Alexandre Freitas, conseguiu ter certezas e vislumbrar a bola ultrapassar, por completo, a linha de baliza sadina – algo que nem as imagens televisivas conseguem comprovar – isto apesar da excelente defesa do guarda-redes Pawel Kieszek…Mas o golo contou mesmo e o Sporting adiantou-se no marcador estavam decorridos 34′ de jogo.

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Onze inicial que defrontou o Sporting.

Até final do primeiro tempo, em que a nota dominante foi o equilíbrio, destaque para uma arrancada de Rafael Martins, descaído pela direita, mas cujos intentos foram travados, em falta, pelo argentino Marcos Rojo que foi punido com um cartão amarelo.

No início da etapa complementar, e à semelhança do que já tinha sucedido no primeiro tempo, o Vitória entrou destemido e conseguiu chegar à igualdade através do inevitável Rafael Martins que, após primorosa assistência de Ricardo Horta, rematou de pé esquerdo, rasteiro e cruzado, desfeiteando o guarda-redes contrário. Estava, assim, restabelecido o empate que o Vitória vinha fazendo por merecer.

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Pedro Tiba deixa William Caravalho para trás.

O jogo estava “vivo” e o perigo rondava, ambas, as zonas de decisão mas o destaque vai para uma “obra prima” de Ricardo Horta (77′), que dentro da área do Sporting tira William e Maurício do caminho e remata cruzado, fazendo a bola passar junto ao poste direito da baliza de Rui Patrício.

A altura crítica do jogo aproximava-se e num lance, aparentemente inofensivo, Diego Capel deixa-se cair dentro da área sadina com o árbitro Vasco Santos a assinalar grande penalidade, a favor dos lisboetas. O médio Adrien encarregou-se da marcação do castigo máximo e bateu Pawel Kieszek, colocando o Sporting em vantagem com cinco minutos para jogar…

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Ricardo Horta “serpenteia” entre adversários.

Mas o Vitória já provou, em mais que uma ocasião, que não é equipa de baixar os braços e que luta contra as adversidades até ao apito final do árbitro e foi exactamente isso que fez. Arregaçou as mangas e foi em busca de ser feliz, tendo sido premiado com uma grande penalidade, num lance em que Maurício toca em Zequinha dentro da área. Alheio a polémicas, Ricardo Horta converteu o pénalti e colocou justiça no marcador à passagem do minuto 89′.

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João Mário, Ricardo Horta e Miguel Pedro festejam após a conversão da grande penalidade.

Nos três minutos de compensação, concedidos pelo árbitro da partida, nada se alterou e a divisão de pontos acabou por ser um resultado ajustado ao que se passou no relvado do Bonfim mas em que a vitória, pelas oportunidades criadas, poderia ter “caído” para qualquer uma das equipas.

O jogo fica marcado por decisões infelizes da equipa de arbitragem mas que, ao contrário do que grande parte dos media quer fazer crer, acabou por prejudicar ambas as equipas. O grande ambiente que se viveu no Bonfim e o bom espectáculo proporcionado, por jogadores, treinadores e adeptos, não merece ser ofuscado pela polémica que se instalou.

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Jogadores sadinos festejam no final da partida.

Declarações na sala de imprensa

Foi um bom jogo, muito emotivo, com casos, com dúvidas. Uma série de questões. Não vi ainda imagens. Mas foi muito bom e muito equilibrado, com as duas equipas a fazerem praticamente com os mesmos ataques e remates” (…) “Podiamos ter vencido nós ou o Sporting e é evidente que o empate penaliza as duas equipas. São duas equipas em lutas diferentes. Não é fácil para uma equipa como a nossa chegar aqui e fazer o que fez. É de enaltecer o trabalho dos jogadores. Eles têm qualidade e têm vindo a demonstrá-lo. Estes jogos são um prémio para eles e para a massa adepta.”, José Couceiro (treinador do Vitória FC).

“Penso que o Vitória mereceu o empate. Sabemos que o Sporting é uma equipa de qualidade, mas destaco a nossa boa organização. Segredo? Tem de perguntar ao míster!” (…) “Não sei se a bola entra. Mesmo na minha posição é complicado de perceber.” Pawel Kieszek (guarda-redes do Vitória FC).



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