Forte oposição “canarinha” resulta em empate

Categorias: Futebol


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Defrontaram-se no Bonfim duas das boas equipas da I Liga e que brindam os relvados portugueses com o excelente futebol praticado. Se por um lado o Vitória, no ano de 2014, ainda não sofreu qualquer desaire em casa (3 vitórias e 1 empate), já o Estoril tem o impressionante score de 7 (!) vitórias fora de portas, na presente época desportiva.

Talvez devido a essa apetência, para jogar na qualidade de forasteiros, os “canarinhos” entraram melhor no jogo e acabaram por ter algum ascendente na fase inicial do encontro. No entanto, as jogadas de algum frisson tinham origem, apenas, em lances de bola parada, nomeadamente através de cantos e livres laterais junto à área sadina.

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Ricardo Horta apontou o tento sadino e leva já 6 golos na Liga.

Na sequência de uma dessas situações, à passagem do minuto 11, lance polémico no Bonfim com os jogadores de Estoril a reclamarem golo e a equipa de arbitragem a assinalar canto. Isto, depois de terem apontado para o centro do terreno, dando a entender que teriam validado o tento. Efectivamente, nem o recurso às imagens televisivas consegue dissipar, totalmente, as dúvidas se a bola ultrapassou, ou não, a linha de baliza. O nulo mantinha-se.

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Pedro Queirós disputa a bola com João Pedro Galvão.

No período em que o Vitória equilibrou a contenda, acabou por chegar ao golo. Na sequência de uma jogada, pelo lado esquerdo, de João Mário que, com uma finta de corpo, deixa um adversário para trás e serve Ricardo Horta que “fuzila” as redes estorilistas, não dando qualquer hipótese de defesa a Vagner. Estavam decorridos 34 minutos de jogo e o Vitória adiantava-se no marcador.

Antes do intervalo, o Estoril iria ficar reduzido a dez unidades por expulsão, através de vermelho directo, de Evandro que agrediu com uma cotovelada o jogador do Vitória, Miguel Pedro. Decisão acertada do árbitro Jorge Ferreira.

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Pedro Tiba conduz mais uma jogada do ataque sadino.

No segundo tempo e apesar de jogar com menos um jogador, o Estoril nunca se desorganizou e sempre que podia colocava problemas ao último reduto sadino. Nesta fase do jogo, o Vitória dispôs de oportunidades suficientes para “matar” o encontro, exemplos disso, foram os remates de Rafael Martins (52′), Dani (58′) e aos 67′ uma oportunidade flagrante através de Ricardo Horta que na cara do guarda-redes, mas traído pelo relvado, permite a defesa de Vagner. Já antes, um lance duvidoso dentro da área do Estoril em que Rafael Martins, que seguia isolado, pareceu ser atingido por Vagner mas o árbitro considerou simulação do avançado brasileiro do Vitória.

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Pawel Kieszek, pressionado por um contrário, afasta o perigo da área.

O Vitória desperdiçava e o Estoril marcava, à passagem do minuto 72, por João Pedro Galvão num remate cruzado que bateu o guarda-redes Kieszek. Polémicas à parte, dado que no início do lance Diogo Rosado sofre falta de um contrário, o Estoril chegava ao empate e equilibrava as contas do jogo.

O equilíbrio acabou por pautar os minutos que restavam de jogo e foi, mesmo, a igualdade que se verificou no final dos noventa minutos. Nota negativa para o número exagerado de cartões exibidos – 9 amarelos e 1 vermelho -, pelo árbitro da partida, num jogo que tinha tudo para ser um excelente espectáculo de futebol.

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Miguel Pedro, de regresso à titularidade, deixa Mano para trás.

Com este empate o Vitória atinge os 30 pontos, quando faltam ainda jogar seis jornadas, meta que o treinador José Couceiro estabeleceu quando assumiu o comando da nau sadina. O objectivo agora, segundo as palavras do técnico, passa por ficar na primeira metade da tabela.

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Antes do apito inicial, João Mário recebeu o prémio de “Melhor Jogador Jovem” referente aos meses de JAN/FEV14.

Declarações na sala de imprensa

Seria injusto dizer que foram dois pontos perdidos. O resultado acaba por ser justo. Foi um jogo complicado em que cometemos muitos erros, por isso, fomos penalizados. Tivemos as oportunidades mais flagrantes, antes do 1-0 o Estoril também teve oportunidades. Mas houve muitos erros de todas as partes e, quando assim é, temos de reflectir. Não vou atribuir responsabilidades à arbitragem porque também errámos. O Estoril entrou melhor mas equilibrámos e entrámos no jogo. A falta de Evandro (vermelho) parece clara. Depois tivemos oportunidades para fazer o 2-0 mas não conseguimos concretizar” (…) “Já redefinimos os nossos objectivos, queremos ficar na primeira metade da tabela. Se ganhássemos hoje, dependíamos só de nós para chegar a esse objectivo. Passo a passo vamos fazer o nosso campeonato. Os jogadores do Vitória estão de parabéns, quiseram ganhar o jogo contra uma boa equipa que está muito confiante.”, José Couceiro (Treinador do Vitória FC).

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