Poste retira justiça ao resultado final

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Rafael Martins (VFC)

O Vitória deslocou-se pela primeira vez ao Estádio Municipal de Arouca, para defrontar a equipa local, que estreia-se, esta época, no escalão maior do Futebol Português. Num jogo marcado pela expulsão madrugadora (aos 23′ de jogo) de Pedro Coronas, o golo de Lassad aos 73′ acabou por fazer a diferença, quando, pelo que se passou dentro das quatro linhas, a repartição de pontos seria o resultado mais justo.

O Vitória entrou desinibido no jogo, explorando a ansiedade da equipa da casa,  e nos primeiros vinte minutos acercou-se com perigo da baliza defendida por Cássio, que revelou bons reflexos num corte imperfeito (11′) de Nuno Coelho após cruzamento da direita de Pedro Coronas.

Aos vinte minutos de jogo já se fazia sentir o “nervosismo” nas bancadas do renovado Municipal de Arouca mas o árbitro internacional, Artur Soares Dias, fez questão de serenar os ânimos dos locais quando expulsou (23′) Pedro Coronas, com cartão vermelho directo, na primeira falta que o Vitória fez no encontro. Se é certo que se trata de uma entrada fora de tempo do avançado sadino, na zona intermediária do terreno, não é menos verdade que não se tratou de uma entrada violenta mas a “teatralização da vítima” (Ivan Balliu) e a pressão do banco arouquense, situado junto ao local onde ocorreu a falta, fez com que o árbitro agisse de forma severa e deixasse o Vitória a jogar com menos uma unidade quando, ainda, faltavam disputar mais de sessenta e cinco minutos de jogo. De referir que o jogador espanhol que sofreu a falta, cumpriu a totalidade do encontro sem qualquer tipo de limitação…

O Vitória não se resignou e pouco tempo depois (28′), Rafael Martins assiste Ricardo Horta que, já dentro da área, tenta o chapéu a Cássio mas, este, consegue desviar para canto.

Até ao intervalo destaque para uma excelente intervenção de Pawel Kieszek, após corte defeituoso de Venâncio, e na sequência do lance Bruno Amaro remata junto ao poste, da baliza sadina, naquela que foi a melhor oportunidade do Arouca nos primeiros quarenta e cinco minutos. Tudo empatado no final do primeiro tempo, o desequilíbrio verificava-se, apenas, no número de jogadores em campo.

No início do segundo tempo e, provavelmente, pela importância que o jogo encerrava para as aspirações arouquenses, no que ao campeonato diz respeito, os locais entraram mais pressionantes e conseguiam, agora, chegar com maior frequência à área verde-e-branca. Até que, à passagem do minuto 73′, na sequência de um canto o avançado franco-tunisino, Lassad, salta livre de marcação e cabeceia certeiro para o fundo das redes sadinas. O Arouca apanhava-se em vantagem no marcador quando faltavam jogar cerca de quinze minutos.

Numa demonstração de abnegação e de espírito de equipa, apesar da inferioridade numérica, os jogadores do Vitória reuniram esforços e conseguiram, na parte final do encontro, “encostar às cordas” um adversário que tentava a todo o custo defender a vantagem.

Já com Betinho e Paulo Tavares (regressou após quatro meses de paragem) em campo, nos lugares de Ricardo Horta e Ney Santos, o internacional sub-21 quase fazia o empate (87′), num cabeceamento acrobático que surpreendeu Cássio, no entanto a bola saiu ligeiramente ao lado.

Apenas um minuto depois, aos 88′, e após canto da esquerda marcado por Pedro Tiba, Dani cabeceia, sem oposição, mas o esférico é tirado em cima da linha por um defesa arouquense.

As oportunidades para o Vitória empatar tiveram o seu epílogo, já em período de compensação, numa “bomba” de Betinho, a cerca de vinte e cinco metros da baliza, com a bola a embater com estrondo no poste de Cássio. Com este lance gorou-se a possibilidade do Vitória colocar justiça no marcador e o Arouca acabou, mesmo, por vencer um jogo.

Declarações na sala de imprensa

“Saímos frustrados. Acho que é um resultado injusto para aquilo que a minha equipa fez. Jogámos quase 70 minutos com menos um jogador e tivemos oportunidades de golo mesmo assim. Há que continuar a trabalhar. Quero agradecer aos adeptos do Vitória que nos têm acompanhado e enaltecer a equipa, que fez tudo para um resultado diferente. Perder custa sempre. Vamos continuar a pensar jogo a jogo” (…) “A equipa tem estado a jogar bem e é para isso que vamos continuar a trabalhar, para ganhar e ter a melhor classificação possível. O desgaste do jogo penalizou-nos mais a nós. Não contesto a expulsão, mas de certeza que o jogador do Arouca não está pior que o Horta (foi pisado por adversário).” José Couceiro (Treinador do Vitória FC).

FolhaConstituicaoEquipa FCAvsVFC_25.ªJorn_LZS

 



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