Vitória personalizado foi convidado “indesejado”

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Numa tarde soalheira e com as bancadas do Estádio da Luz preenchidas com mais de cinquenta mil espectadores, o recém-coroado campeão nacional quereria, mais do que nunca, despedir-se do seu reduto com um triunfo. No entanto, encontrou pela frente um Vitória personalizado e fiel à sua identidade que conseguiu, em certos momentos, ter o domínio do jogo e acercar-se com perigo da baliza contrária.

A primeira parte foi de toada morna, ainda assim, o lance de maior perigo foi criado por Ricardo Horta (9′), na marcação de um livre lateral, cujo remate, desviado por Maxi Pereira, fez a bola passar perto do poste da baliza de Paulo Lopes. Este último a par de Djuricic foram as únicas alterações de vulto, operadas por Jorge Jesus, no onze inicial.

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Ricardo Horta ganha vantagem sobre Maxi Pereira.

Na etapa complementar o jogo tornou-se mais interessante, as equipas entraram determinadas e chegavam, agora, com maior frequência às áreas adversárias. À passagem da hora de jogo, André Gomes consegue tabelar com Cardozo, à entrada da área sadina, que devolve para o seu companheiro, colocando-o na cara de Kieszek e com o médio português a bater o guardião do Vitória. Estava, assim, inaugurado o marcador para os da casa.

A juventude sadina já provou, por diversas vezes, que joga sem receios em qualquer reduto e foi, exactamente, isso que fez. Decorridos que estavam 66′, Pedro Tiba conquistou a linha de fundo e cruzou atrasado “de letra” para o recém-entrado Paulo Tavares que com um remate forte, de pé esquerdo, e já depois depois do desvio de Paulo Lopes, faz a bola embater com estrondo no “ferro” da baliza encarnada. O Vitória estava vivo e prometia não ficar por ali.

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Pedro Tiba assinou mais uma excelente exibição.

A um quarto de hora do final, Pedro Tiba resolve “inventar” mais um jogada de perigo e com a bola colada no seu pé direito, passa entre André Gomes e Maxi Pereira, com este último a não gostar da “brincadeira” e a derrubar o médio sadino. Lance dentro da área e o consequente penalty bem assinalado por Duarte Gomes. Na conversão, o “matador do Sado”, Rafael Martins, dispara uma autêntica “bomba” e iguala a partida, facturando o seu 14.º golo na Liga.

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Rafael Martins “fuzila” a baliza de Paulo Lopes e empata a partida.

Aos 85′, Pedro Tiba num remate forte de fora da área, colocou, de novo, o guarda-redes Paulo Lopes à prova, que com uma “sapatada” conseguiu afastar o perigo.

No período de compensação (5′), os encarnados voltaram a rondar a área sadina mas, nessa altura e já com os minutos a esgotarem-se, a entreajuda e a união Vitorianas vieram de novo à tona e os comandados de José Couceiro conseguiram aguentar o ímpeto final do adversário, conquistando, assim, um saboroso ponto.

“Primeiro que tudo dar os parabéns ao Benfica, que é, neste momento, a melhor equipa. Entrámos encolhidos, tivemos dificuldades. Depois desinibimo-nos e começámos a jogar melhor. Penso que foi um jogo interessante. Sabíamos que se viéssemos defender que acabaríamos por perder. Demos uma boa resposta frente a uma equipa muito poderosa.” José Couceiro (Treinador do Vitória FC).

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