Futebol | José Couceiro garante que o Vitória FC não vai a Alvalade jogar para o 0-0

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T1 - José Couceiro

O Vitória FC pretende “controlar muito bem” as zonas em que o Sporting é mais forte e tentar marcar, porque quem vai ao Estádio José Alvalade jogar para o 0-0 “perde o jogo”, disse José Couceiro na antevisão do encontro da segunda jornada da Liga NOS (sexta-feira às 20h30).

“Quem entra em Alvalade a pensar no 0-0 perde o jogo. Portanto, nós vamos tentar explorar aquilo que são mais as nossas possibilidades, dentro das características que temos e daquilo que é o Sporting, para tentarmos marcar, porque só conseguimos um resultado positivo marcando. Portanto, é isso que vamos tentar fazer: conseguir controlar muito bem as zonas em que o Sporting é de facto muito forte e depois tentarmos chegar o maior número de vezes possível à baliza do Sporting, para conseguirmos marcar”, afirmou.

O treinador do Vitória FC considera que o Sporting não tem pontos francos, “mas pode haver eventualmente algum ponto menos forte” e não espera que Jorge Jesus produza grandes alterações da equipa em relação ao jogo da primeira jornada com o Desportivo das Aves, que a equipa de Alvalade ganhou fora por 2-0.

“Apesar de ter a seguir um jogo para o play-off da Champions, não me parece que vá mudar nada, bem pelo contrário, acho que este jogo até é importante para esse objetivo seguinte”, previu.

José Couceiro salientou que, para ter sucesso, o processo defensivo do Vitória FC em Alvalade “tem de ser irrepreensível”, mas frisou: “Quando falo do processo defensivo, não falo de uma equipa a defender. Falo de uma equipa que consiga de facto ser equilibrada, que consiga fechar os espaços ao Sporting, nomeadamente os interiores. Se conseguir fazer isso está mais perto de poder ter sucesso”.

Para o treinador vitoriano, é indiferente o Sporting jogar com Bruno Fernandes ou Podence, porque ambos são “jogadores muito fortes, de grande qualidade, e que perante o público de Alvalade, no seu estádio, vão ter sempre um ânimo muito grande, vão sempre criar dificuldades”, tendo a equipa do Vitória de estar preparadas para todos os cenários.

“O que eu digo é que, a nível de modelo não deverá mudar e não vai haver nenhuma revolução no Sporting para jogar com o Vitória. Não é isso que me preocupa, porque o Sporting é um todo com muita qualidade e, quando analiso, analiso o todo, o seu processo ofensivo, o seu processo defensivo, os esquemas táticos, como é que executam… E o Sporting é uma equipa muito forte em todas essas fases”, justificou.

Na véspera da visita a um candidato ao título, José Couceiro lembrou que os bons resultados conseguidos na época passada frente a Benfica e FC Porto, os dois primeiros classificados, são parte do passado, mas o técnico não se esquece de que o Vitória não fazia isso “em relação a um há 18 anos e em relação a outro há 19”.

“Nós sabemos qual é a diferença de potencial e de capacidade que existe. Temos as nossas ambições, queremos jogar bem, queremos fazer um bom jogo, queremos fazer um bom resultado, mas temos consciência de que é um jogo em que o favoritismo está do lado do Sporting”, afirmou.

José Couceiro considerou, porém, que “o Vitória tem de ter uma postura de entrar em todos os estádios para discutir o resultado, para estar preparado para fazer bons jogos e assim estar mais próximo de poder atingir os seus resultados”.

“É isso claramente que queremos fazer e claramente que teremos essa postura, como tivemos no ano passado ao longo do campeonato. Agora, uma coisa é o que nós gostamos, esperamos e queremos, outra coisa é a realidade. Nós temos consciência do grau de dificuldade deste jogo ou dos jogos contra equipas desta dimensão”, disse.

Classificando o Sporting como “um forte candidato” ao título nacional, o técnico sublinhou que a equipa de Alvalade “reforçou-se em posições que foi entendido pelos seus responsáveis que eram importantes, com jogadores habituados a jogar a um nível de top”, pois “quem vem do Barcelona ou do Real Madrid está habituado a um nível muito, muito alto”.

“É uma equipa fortíssima e no início da época todos têm esperanças de terem sucesso, como é óbvio e como sempre acontece. Mas, muito sinceramente, o que me preocupa mesmo é que esta equipa do Vitória consiga ganhar a estabilidade que tivemos no ano passado, que possamos ter bons resultados, porque são eles que nos dão confiança”, referiu.

O treinador vitoriano lembrou que alguns dos seus jovens jogadores “vão jogar pela primeira vez um jogo da Liga com esta dimensão, portanto não têm essa experiência do Real Madrid ou do Barcelona”.

“E é isso que me preocupa: é olhar para nós e tentar que a equipa tenha o melhor rendimento possível”, afirmou, recusando a ideia de que, após a estreia na Liga com um empate 1-1 no Bonfim com o Moreirense, ganhar em Alvalade seja importante para lançar a equipa, alertando que, ao contrário do que acontece “em primeira instância” com a formação de Moreira de Cónegos, “o Sporting tem um patamar de objetivos diferente” do Vitória.

“Não é nada preocupante nesta altura. Nós temos é que estar preparados para a equipa continuar a crescer e a ter qualidade. Tem características muito próprias e, aliás, o próprio Vitória tem características próprias e nós tentamos que elas sejam cimentadas. Mas toda a gente gosta de ganhar e nós não fugimos à regra. Contra qualquer adversário”, assegurou.

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