Futebol | Na época passada fomos a equipa que menos faltas fez e a segunda que mais sofreu, José Couceiro

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1-2018

O treinador José Couceiro refutou hoje as críticas de antijogo feitas aos seus jogadores, com o argumento que na época passada o Vitória FC foi a equipa da Liga NOS que menos faltas cometeu e a segunda que mais sofreu.

“Fiquei triste e acho que não corresponde nada à verdade. É muito fácil desviar atenções falando nessas questões. A verdade é que o Vitória de Setúbal foi a equipa da Liga que menos faltas fez. Isso é um dado concreto, objetivo: não há dúvidas nenhumas de que a equipa da Liga portuguesa que menos faltas fez no ano passado foi o Vitória de Setúbal. Curiosamente, foi a segunda equipa que mais faltas sofreu”, disse o treinador vitoriano.

José Couceiro acredita que, depois de ter sido introduzido o vídeo árbitro, o futebol está “a caminhar no sentido de haver tempo útil”, por exemplo com duas partes de 30 minutos realmente jogados, porque “se o jogo tiver 60 minutos de tempo útil é muito bom”.

“Isso vai acontecer e, portanto, acaba-se com esta questão de se falar em fair-play, em perda de tempo, em faltas… Agora, obviamente que nós nos sentimos penalizados, porque as nossas transições são normalmente paradas, somos uma equipa que sofre muitas faltas, faz poucas faltas…”, acrescentou.

O líder da equipa técnica do Vitória FC apresentou mais alguns números da época passada, recordando que em Alvalade a sua equipa fez 16 faltas, no Dragão 15 e na Luz 14. “Estes números são os melhores que há na Liga portuguesa e com resultados positivos. Em Alvalade perdemos, mas no Dragão empatámos e na Luz empatámos”, sublinhou.

“Fico desiludido, porque essas coisas, quando têm que se dizer, dizem-se na nossa cara, fala-se com as pessoas, não é preciso falarmos desta forma no ar. Não haverá esse tipo de comportamento em relação à nossa equipa. Isso [a acusação] não é verdade, mas, evidentemente, não conseguimos resolver os problemas dos outros”.

Relativamente às críticas que fez à atuação do vídeo árbitro após o empate 1-1 com o Moreirense, devido ao lance da expulsão de Vasco Fernandes, José Couceiro disse que “não vale a pena puxar o filme atrás”, porque “é assunto encerrado”, mas acrescentou que já viu o jogo e os lances duvidosos “mais do que uma vez” e mantém a opinião.

José Couceiro considera, no entanto, que o vídeo árbitro “claramente que é” uma ferramenta útil. “Há uma evolução na sociedade com as tecnologias e, obviamente, se as pudermos aproveitar para bem da modalidade, eu estou completamente de acordo”.

O técnico admite, no entanto, que “o erro humano não vai desaparecer” por parte de treinadores, jogadores e árbitros, mas é necessário “chegar a um consenso de interpretação, para saber o que é falta, o que é falta ofensiva, o que é falta defensiva, o que é simulação, ou quando é que se tira vantagem de uma falta ofensiva”.

“Não está aqui em causa o vídeo árbitro. Bem pelo contrário, é de enaltecer a Federação Portuguesa de Futebol pelo esforço que faz, pelo investimento financeiro que tem feito, e eu penso que estas matérias vão continuar, e ainda bem”, disse.

Além de prever a introdução do tempo útil, que acabará “de vez” com várias polémicas, como a do tempo de compensação concedido pelos árbitros, José Couceiro acredita que no futuro também haverá um maior número de substituições e a possibilidade de regresso ao jogo por parte dos jogadores substituídos, o que será “um passo muito importante” para recuperar física e emocionalmente.

“Estamos num processo que, arrisco a dizer, nem sequer é de renovação, mas é de revolução a nível do futebol. Acho que há matérias em que não vamos parar. E ainda bem, porque sou um defensor de que possamos sempre evoluir. Agora, vai haver erros e isso não significa que se esteja a por em causa o sistema, significa que se está a por em causa pontualmente aquela situação. São duas coisas bem diferentes e as pessoas algumas vezes confundem”, concluiu.



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