Futebol | Dois golos em dois minutos ditam estreia do Vitória FC a ganhar na Liga 2017/2018

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O Vitória FC alcançou hoje o primeiro triunfo na Liga NOS 2017/2018, ao derrotar o Sporting de Braga no Bonfim por 2-0, em jogo da quinta jornada, com os golos a serem marcados num intervalo de apenas dois minutos.

Depois de três empates 1-1, em casa com o Moreirense e o GD Chaves e no Restelo com o Belenenses, e de uma derrota por 1-0 com o Sporting em Alvalade, a equipa orientada por José Couceiro venceu o SC Braga com golos de Gonçalo Paciência, aos 24’ na transformação de um pontapé de penalti por falta de Matheus sobre Vasco Fernandes, e de João Amaral, aos 26’, assistido pelo seu companheiro de ataque.

“Gostei da equipa. Hoje também tivemos aquela felicidade que nos faltou claramente nos outros jogos. Estou satisfeito com os jogadores: grande empenho, grande intensidade”, disse José Couceiro, recordando que no sábado tinha afirmado que este ia ser “um jogo difícil”, porque “o Sporting de Braga é uma equipa com um modelo definido, com qualidade, bem orientada e que ia apostar em ganhar o jogo, até pelo histórico recente”.

O treinador vitoriano considerou que o jogo teve como “momento decisivo” o pequeno intervalo de tempo em que foram marcados os dois golos, mas recordou que no anterior jogo em casa, com o GD Chaves, o Vitória FC teve “muitas mais oportunidades de golo” e só conseguiu fazer um.

“O futebol é assim, tem destas coisas, e nós temos que ter a capacidade para nesses momentos de maior adversidade perceber se a equipa tem qualidade, se o processo está a dar frutos…”, referiu, adiantando: “Se o Sporting de Braga tivesse feito um golo também não destoava, mas acho que no cômputo geral merecemos a vitória. A equipa fez por merecer”.

José Couceiro adiantou que o lateral esquerdo Nuno Pinto ficou de fora dos 18 eleitos para o jogo porque estava “com níveis de fadiga elevados” e, depois de hoje de manhã ter feito um teste, foi entendido que o risco de jogar “não valia a pena”.

No seu lugar alinhou Patrick Vieira, que acabou por ter de ser substituído aos 13 minutos por André Sousa, por lesão. “Em relação ao Patrick, eu sou o treinador e sou o primeiro a assumir responsabilidades. Estava bem, tinha recuperado da sua lesão, treinou a semana toda com a possibilidade de poder jogar, quer ele quer o André, e eu acabei por optar por ele. Provavelmente tem uma lesão muscular, mas vamos deixar passar 48 horas e fazer os exames”.

Ao intervalo José Couceiro deixou no balneário João Teixeira. Depois de se ter queixado de “uma mialgia desde o jogo com o Belenenses”, o médio “esteve bem”, mas foi entendido que o melhor era “não o deixar em campo” por ter voltado a sentir a dor.

Apesar de pensar que Nuno Pinto pode estar de regresso no próximo jogo, o treinador vitoriano fez o elogio das qualidades de André Sousa para jogar a lateral esquerdo, posição que já conhece dos juniores, apesar de ser um médio.

“O André tem treinado muitas vezes como lateral, tem sido preparado e acho que tem um excelente perfil para jogar naquela posição. Esteve muito perto de ser titular neste jogo, eu hesitei, achei que podia expô-lo em demasia ao pô-lo a jogar aqui contra o Sporting de Braga e entendi que essa não seria a melhor solução para o seu crescimento. Mesmo assim entrou muito cedo, portou-se muito bem e acabou esgotado. O André tem qualidade”, afirmou.

 

Sob a arbitragem de uma equipa dirigida por Luís Ferreira (AF Braga), o Vitória FC alinhou com: Pedro Trigueira; Arnold, Pedro Pinto, Vasco Fernandes e Patrick Vieira (André Sousa, 13’), Tomás Podstawski, André Pedrosa, Costinha e João Teixeira (Willyan, 46’); João Amaral (José Semedo, 71’) e Gonçalo Paciência.

Suplentes não utilizados: Cristiano, Nené Bonilha, Allef e Edinho.

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