Futebol | José Couceiro apela aos adeptos que compareçam no Bonfim em jogo que é preciso ganhar

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T1 - José Couceiro

José Couceiro apela aos adeptos que no domingo compareçam no Bonfim (20h15) para apoiarem a equipa, porque o Vitória FC tem de derrotar o Vitória de Guimarães na 13.ª jornada da Liga NOS.

“Acho que é fundamental que os vitorianos venham ao estádio, é muito importante termos o apoio do nosso público. É um momento em que a equipa precisa de reagir, em que todos nós precisamos de estar o mais unidos possível e, portanto, faço um apelo à massa adepta do Vitória para que amanhã possa estar aqui no Bonfim e possamos, de facto, todos juntos, conseguir vencer”, disse o treinador.

O técnico considerou que o encontro com os vimaranenses vai ser “difícil” e “muito equilibrado”, entre “duas equipas que têm uma atitude positiva perante o jogo”, e frisou: “Obviamente que nós queremos ganhar, porque neste momento para nós é muito importante vencermos o jogo, com todo o respeito pelo Vitória de Guimarães, como é óbvio. Temos que fazer um bom jogo e temos que ganhar”.

Depois da derrota por 6-0 sofrida no último domingo na visita ao Benfica, José Couceiro revelou que “a vontade da equipa era jogar o mais rapidamente possível, para mostrar que tem mais capacidades do que aquele resultado poderá eventualmente fazer crer”.

“Vamos encontrar uma equipa que tem vindo a melhorar, que tem uma identidade muito própria. Está muito bem orientada e vê-se isso pela forma como reage aos momentos mais negativos. Neste momento está numa fase mais positiva e mais confiante, venceu os dois últimos jogos fora e, portanto, ganhou um élan nesta fase do campeonato”, afirmou o treinador sadino ao analisar o próximo adversário.

Segundo o técnico, a equipa do Vitória FC sabe que vai encontrar “um adversário que é difícil, que joga bem, que tem bons jogadores e que está bem orientado”, mas também sabe que tem “capacidade, soluções e qualidade” para poder ganhar o jogo.

A convocatória só vai ser feita depois do treino da manhã do jogo, mas José Couceiro já adiantou que Cristiano vai continuar na baliza e há sete ausências certas: César e Nuno Pinto por castigo e Yannick Djaló, Patrick Vieira, Jacob Adebanjo, Vasco Costa e Rafinha devido a lesão. Há ainda uma dúvida relativamente à utilização de João Amaral.

Enquanto Rafinha “ainda não está em condições para poder participar em competição”, João Amaral “tem feito trabalho condicionado” e a sua utilização só vai ser decidida no dia do jogo e Vasco Costa “vai ficar parado durante algum tempo”, após ter sofrido uma lesão ligamentar frente ao Benfica.

“Temos tido muitas lesões a nível ligamentar. Vamos esperar que tenha sido uma fase má e que todos eles consigam recuperar bem e que dentro em breve estejam em condições de poderem ajudar a equipa”, disse.

José Couceiro considerou que, “nesta fase do campeonato”, mais importante do que o risco de queda para a zona de despromoção “é a equipa reagir ao último resultado, que foi pesado, e demonstrar que tem capacidade para fazer bastante melhor”.

“Estamos a entrar no segundo terço de prova e no final deste segundo terço, sim, já teremos uma ideia mais concreta da situação das equipas. Nesta altura não é alarmante para ninguém. Todos nós preferimos estar o mais à frente possível na tabela, mas ainda há muito caminho”, afirmou.

Sublinhando que o campeonato acaba em maio, admitiu, porém, que “as coisas têm que se compor” ainda no segundo terço de campeonato. “E este jogo vem numa altura em que uma equipa ganhou e aumentou os seus níveis de confiança, a outra perdeu e tem que reagir. É o nosso caso, vamos ter que reagir. Por isso, volto a frisar, é fundamental termos o apoio dos nossos adeptos para termos um ambiente que nos ajude e nos proporcione essas condições para vencermos”, alertou.

O treinador vitoriano disse não pensar que a juventude do plantel seja o maior problema da equipa quando é necessário lutar pela fuga aos dois últimos lugares, embora tenha admitido que “é necessário ter alguma experiência para reagir”, frisando que a equipa tem “outro tipo de problemas” no que diz respeito ao jogo: “Já trabalhámos sobre isso, sobre alterarmos alguns dos nossos comportamentos, para que possamos ter um rendimento superior”.

“Para uma equipa que quer fazer desenvolver jogadores, obviamente que jogar no ‘mar calmo’, no ‘mar chão’, é preferível do que estar a jogar na ‘tempestade’. Mas na ‘tempestade’ também se cresce, na reação à adversidade aprende-se muito. Portanto, a equipa tem que saber reagir e ter essa capacidade, porque os campeonatos são feitos disto”, afirmou, referindo-se à posição ocupada na classificação.

José Couceiro referiu que, com a marcação de eleições no Vitória FC para dia 21, agora é tempo de aguardar. “A partir do momento em que está marcado um ato eleitoral, temos que aguardar, temos que fazer o nosso trabalho de uma forma equilibrada. Nem sequer temos de nos manifestar em relação a essa matéria. Temos que representar o Vitória, temos que tentar criar as melhores condições possíveis para que a equipa tenha um bom rendimento”, disse.

“Eu já disse isto e não vou fazer comentários em relação a outras matérias: a instabilidade nunca é o melhor ambiente para a tranquilidade de uma equipa. Aliás, o presidente citou estas minhas palavras no aniversário do Vitória. E é verdade”, limitou-se a acrescentar.

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