Futebol | Vitória FC perde por 2-1 com Vitória de Guimarães, Couceiro diz que equipa reagiu mas mostrou ansiedade

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O Vitória FC perdeu hoje por 2-1 no Bonfim com o Vitória SC, de Guimarães, na 13.ª jornada da Liga NOS, num jogo em que o treinador José Couceiro considerou que a equipa reagiu à adversidade, mas mostrou ansiedade.

A equipa minhota chegou à vantagem aos 12’, num penalti convertido por Raphinha, após José Semedo ter visto a bola tocar-lhe na mão quando se opunha a um cruzamento, e quatro minutos depois aconteceu o momento polémico do jogo: um remate de cabeça de Gonçalo Paciência foi defendido por Douglas quando o guarda-redes estava dentro da baliza. O Vitória FC reclamou golo, mas Vasco Santos não o concedeu, após consulta do videoárbitro.

A equipa vimaranense elevou para 2-0 aos 61’, quando Raphinha concluiu um contra-ataque na sequência de uma jogada de perigo na sua área, e o Vitória FC, mesmo ‘carregando’ sobre a defesa contrária, só logrou reduzir para 2-1 aos 88’, num penalti marcado por Gonçalo Paciência, a castigar um derrube a Edinho.

“O jogo estava numa toada equilibrada e há um lance que o marca logo, que é o da grande penalidade. Não vou discutir o critério do árbitro, mas acho que o cartão amarelo é excessivo, porque não há intencionalidade de jogar a bola com a mão. Portanto, a penalização é dupla e a disciplinar é errada, em meu entender”, disse José Couceiro, frisando: “Obviamente que, para uma equipa que está na nossa situação, os níveis de ansiedade subiram logo”.

O treinador do Vitória FC considerou, no entanto, que “a equipa reagiu muito bem” e frisou mesmo que “marcou um golo que não foi validado”, enfatizando: “Quando vi as imagens fiquei sem dúvidas nenhumas de que a bola está dentro da baliza. Já nos aconteceu em Paços de Ferreira, com o mesmo VAR houve um penálti no Restelo, mas as imagens chegaram atrasadas e portanto não foi dado um penalti a dois minutos do fim…”

O técnico observou que, após este lance, “a equipa ainda acusou mais”, cometeu “alguns erros” e permitiu “transições perigosas ao Vitória de Guimarães”, mas recordou: “Entrámos na segunda parte determinados a darmos a volta ao jogo, tivemos oportunidades para isso, mas não conseguimos marcar e o Vitória de Guimarães, numa transição, porque jogou claramente no nosso erro, fez o 2-0”.

“A equipa voltou a conseguir reagir, fez o 2-1 e penso que o resultado é injusto, até porque fizemos dois golos e sofremos dois golos, pelo que devia ter acabado 2-2”, afirmou, adiantando: “Não foi por falta de atitude, mas evidentemente que se notou muita ansiedade, em decisões erradas, decisões de último passe, de cruzamento… Houve alguns jogadores que acusaram muito a pressão de estarmos na situação em que estamos. Isso foi notório”.

José Couceiro lembrou os “muitos problemas de ordem física” que têm afetado o plantel e disse esperar que agora a equipa comece “a poder estabilizar”.

“E, isso acontecendo, hoje já demonstrámos que temos qualidade para ter uma prestação superior e fazermos resultados melhores. Mas há aqui uma questão emocional, uma questão psicológica, que tem de ser estabilizada. O resultado é injusto para com o que o Vitória fez, o que o Vitória lutou, jogou. E até pelo número de golos que marcou, porque marcou o mesmo número de golos do Vitória de Guimarães e acaba por perder”, referiu.

Questionado pelos jornalistas sobre se continuava em funções até às eleições no Clube (21 de dezembro), José Couceiro disse não comentar o processo eleitoral, porque é sócio do Vitória, mas também treinador da equipa de futebol, mas sublinhou: “Estes é que são os momentos de reação e de grande unidade, de se perceber se há, ou não há, capacidade para reagir e melhorar a qualidade e a prestação. Parece-me que a equipa tem condições para isso e, portanto, estamos cá para fazer aquilo que temos de fazer em prol do Vitória”.

 

Sob arbitragem de Vasco Santos (AF Porto), o Vitória FC alinhou com Cristiano, Arnold, José Semedo (Edinho, 65’), Pedro Pinto, Vasco Fernandes, André Sousa, Tomás Podstawski, João Teixeira, Nené Bonilha (Costinha, 79’), Willyan (João Amaral, 46’) e Gonçalo Paciência.

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