Futebol | A importância de um jogo “de seis pontos”, segundo José Couceiro

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T1 - José Couceiro

Encontros como o de terça-feira em Tondela “tornam-se mais importantes” para o Vitória FC, “porque são jogos de seis pontos”, uma vez que o principal objetivo de ambas as equipas é idêntico, admitiu José Couceiro.

A afirmação foi feita na conferência de imprensa em que o treinador vitoriano fez a antecipação do jogo da 17.ª jornada da Liga NOS, última da primeira volta, que tem início às 19h00 no Estádio João Cardoso, em Tondela.

“É um jogo importante, é daqueles jogos de seis pontos, porque é com um adversário cujo primeiro objetivo é o mesmo que o nosso. Tornam-se jogos mais importantes porque são jogos de seis pontos”, disse, recusando a ideia de que se trate uma final para o Vitória FC, a menos que encare o jogo na perspetiva “de que o campeonato tem 34 finais”.

O técnico considerou que é “mais um jogo”, justificando a razão pela qual não pensa no encontro como uma final: “Uma final é um jogo decisivo em que, se o resultado não for o que nós pretendemos, estamos fora. Aqui não vamos estar fora de nada”.

Recordou, no entanto, que “todos os jogos da I Liga são importantes” e de ter dito “logo no início que, quando as equipas ganham algum diferencial pontual para os objetivos que têm, jogam mais tranquilas, conseguem ter níveis de confiança diferentes”.

“Portanto, nós estamos a jogar numa situação mais difícil. Claro que é um jogo importante e que é encarado dessa forma, mas todos estes jogos também têm de ser encarados de modo a que a equipa consiga não ter tanta ansiedade. Aliás, isso foi evidente nos primeiros 15 minutos do jogo com o Estoril. E isso não nos ajuda em nada, só nos limita a possibilidade de termos uma prestação melhor”, acrescentou, afirmando pretender “que seja um jogo sério”.

Alertando que não se deve ser redutor na análise e limitar a enumeração dos problemas do Vitória FC às muitas lesões e aos erros de arbitragem, José Couceiro disse que a análise será “muito precipitada” se não se perceber “tudo o que se tem passado ao longo destes meses”.

Porém, insistiu numa ‘receita’ para eliminar a ansiedade na equipa: “A melhor forma de vencer essa ansiedade é ganhar jogos. Portanto, se por um lado a equipa tem essa necessidade, por outro lado é importante somar pontos para que atinja os seus objetivos. Tem de ter o foco no jogo, no que tem de fazer, naquilo que é a sua missão e a missão de cada um deles para a equipa e não estar constantemente a fazer contas que não resolvem absolutamente nada”.

“Um jogo de cada vez, neste momento é pensarmos no Tondela”, referiu, adiantando: “É evidente que nós queríamos ganhar o jogo ao Estoril e empatámos, mas também é verdade que, quando nós tivemos uma série negativa a perder, só se falava na série negativa a perder e agora também não se diz que entrámos numa série mais positiva. Há muitas formas de se fazer a abordagem aos resultados, há muitas leituras que podem ser feitas”.

Sublinhando a necessidade de trabalhar a equipa em termos emocionais e psicológicos, para que esta consiga acreditar no seu potencial e consiga vencer este momento, José Couceiro voltou a manifestar confiança no plantel: “Já demonstrámos que temos capacidade para isso, porque senão estes últimos resultados não tinham acontecido”.

“É muito mais difícil sair de uma série longa de derrotas do que perder uma vez e recuperar a seguir e a equipa tem mostrado que tem capacidade. Mas claro que há que ter essa estabilidade emocional”, acrescentou.

O técnico não acredita que o facto de o Tondela ter tido menos atividade competitiva nas últimas semanas do que o Vitória FC tenha influência no jogo, até porque a equipa beirã antecipou para antes do Natal o jogo da jornada anterior e venceu por 1-0 em Guimarães, o que “teve até um efeito positivo”.

“Eu tenho dito sempre que as equipas entre o oitavo/nono lugar e o 18.º num ano podem estar em sétimo, oitavo ou nono lugar e no ano seguinte podem estar em 17.º ou 18.º. Esta situação é muito volátil e este ano as coisas têm corrido melhor ao Tondela do que correram em anos anteriores, com certeza que com mérito deles. Não é nada que a mim me surpreenda”, lembrou.

José Couceiro afirmou que “há equipas que merecem mais destaque e outras que merecem menos destaque e o Tondela neste momento merece destaque porque está a fazer bastante melhor do que nas duas últimas épocas, em que acabou a primeira volta com muito menos pontos do que vai acabar esta primeira volta”, sendo isso “um bom sinal para eles”.

André Pedrosa, que saiu lesionado do jogo com o Estoril-Praia, está convocado, mas ainda vai ser avaliado nas próximas 24 horas, enquanto Patrick Vieira não recuperou da sua lesão e César está entre os 20 escolhidos para a deslocação a Tondela.

“Vi escrito que o César ia ser dispensado do Vitória. Eu não sei quem é que vos dá essas informações, porque isso também cria desestabilização. É possível que o César saia? É. Eu queria que o César fizesse a época toda? Queria. Não há dispensa nenhuma do César”, disse José Couceiro.

O treinador vitoriano admitiu que “pode haver um negócio que seja interessante para quem detém o seu passe e para o próprio jogador”, mas garantiu que não há uma dispensa da sua parte: “Que fique já claro, para não haver dúvidas e para não se escrever aquilo que não se deve escrever, até porque põe em causa o valor e a postura do jogador enquanto atleta do Vitória FC”, salientou.

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