Futebol | Edinho é “um exemplo muito bom para os que estão de fora ou jogam menos”, José Couceiro

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O ponta-de-lança Edinho é “um exemplo muito bom” de que “nunca se deita a toalha ao chão” para todos os jogadores do Vitória FC que têm estado fora das opções ou têm jogado menos, afirmou o treinador José Couceiro.

“O Edinho é um exemplo muito bom para que todos os nossos jovens jogadores, os que estão de fora, os que têm jogado menos, percebam que as coisas dão a volta muito rapidamente. Portanto, não adianta desistir”, disse o técnico na conferência de imprensa do jogo de sábado em Braga (18h15), da 22.ª jornada da Liga NOS.

“A mim não me surpreende a resposta do Edinho. Eu assumi uma opção de estar a jogar o Gonçalo [Paciência] e o Edinho sabia que em qualquer momento podia ter que ser chamado. E este é o exemplo que todos os outros têm que ter: saber que no momento em que são chamados têm de corresponder e para corresponderem no momento em que têm oportunidade têm que estar bem. E o Edinho tem feito isso”, sublinhou.

O elogio do treinador não se deve aos golos que o avançado tem marcado, porque estes “são consequência do que a equipa também faz”, mas “acima de tudo por aquilo que ele tem trabalhado para a equipa e isso é que é fundamental”.

“Se nós não trabalharmos todos já estamos em desvantagem, portanto o Edinho, até pela sua idade, pelo seu passado, é um bom exemplo para todos os outros, e para os mais jovens, de que nunca se deita a toalha ao chão. Estamos sempre prontos para continuar a trabalhar, a ajudar a equipa e a chegarmos a níveis mais elevados”, acrescentou.

Instado a comentar o desempenho de João Amaral, que cumpre a segunda temporada na Liga NOS, o treinador vitoriano recordou que o número 24 “vem de um nível competitivo baixo” e “até é um exemplo de que no Campeonato de Portugal há jogadores com muito potencial”.

“A maior diferença para jogarem na primeira Liga tem a ver com a intensidade com que nesta se joga, que é muito superior, e tem a ver também com questões de ordem tática. Não tem a ver com o potencial deles, com questões técnicas, muitas vezes nem até psicológicas. O João tem vindo a crescer bastante, de um ano para o outro teve um aumento de seis quilos de massa muscular, é natural que este ano esteja mais forte do que estava no ano passado”, referiu.

Mas considerou que João Amaral “ainda tem margem para continuar a crescer”, reforçando: “Ainda não chegou ao seu ponto máximo, até porque tem um ano e meio de primeira Liga. Precisa de mais tempo e tem vindo a descobrir muita coisa e a conhecer o jogo de uma forma diferente. Acho que estes jovens precisam de oportunidades. Quando têm oportunidades, se têm potencial, se têm capacidade, acabam por se afirmar pela qualidade que têm”.

Questionado sobre o jovem ponta-de-lança André Pereira, que foi emprestado em janeiro pelo FC Porto e já jogou alguns minutos frente ao Belenenses, o técnico afirmou que é “um jogador diferente” de Gonçalo Paciência, que regressou aos ‘dragões’, e de Edinho.

“O André tem-se integrado muito bem e tem trabalhado bem. É um jogador com muito potencial, muito diferente do Gonçalo Paciência e do Edinho, portanto não há comparações. Estou muito satisfeito com o empenhamento e a atitude que o André tem tido nestes treinos. Claro que é muito pouco tempo, estamos a falar de uma semana, o que não é significativo”, sublinhou.

Para o jogo de Braga o treinador vitoriano convocou quatro dos jogadores contratados em janeiro – Yohan Tavares (que já foi titular em Chaves e frente ao Belenenses), Nuno Reis, André Pereira (ambos já com minutos frente à equipa do Restelo) e o turco Emrah Bassan (em estreia nas suas opções), ficando apenas de fora o chileno Thomas Rodríguez e o brasileiro Wallyson, este ainda lesionado.

“Quem veio tem de estar melhor do que aqueles que cá estão e isso é que é importante para nós. Se quem chegou estiver em melhores condições do que aqueles que cá estavam, fantástico, significa que vamos elevar o nosso nível”, disse José Couceiro, salientando que “não é fácil para um jogador chegar praticamente em fevereiro e não ter tido competição”.

De acordo com o treinador, “por muito talento que um jogador tenha, é difícil não ter tido competição durante tantos meses”, facto que “requer tempo para eles voltarem a ter a intensidade com que se joga na primeira Liga”.

“Portanto vamos ter que ter alguma paciência. É completamente diferente chegar aqui em fevereiro e ter 20/25 jogos realizados, ou não ter jogos realizados. É normal e isso não tem nada a ver com a qualidade do jogador, tem a ver com a intensidade com que o jogador pode estar neste momento ou não, não se confundam as coisas”, frisou.

Por isso afirmou que não pode colocar os jogadores todos no mesmo patamar, “nem isso seria correto para eles, porque têm de ser salvaguardados”, mas insistiu que “não está em causa” a sua potencialidade: “Os jogadores que chegaram têm qualidade, mas não estão todos no mesmo nível competitivo. Portanto, temos de gerir tudo isto de forma inteligente e gerir os que já cá estavam, como é evidente”, concluiu.

Edinho



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